quinta-feira, março 29

auch

- Olha-me nos olhos e diz-me que já a ultrapassaste. – disse eu. Baixou os olhos. Levantei-me pronta para ir embora, sem nunca mais voltar.
- Espera! – agarrou o meu braço – Eu sei que te amo!
- E a ela?
- Não posso dizer que a amo.
- Mas também não podes dizer que não a amas… não é?
- Os meus sentimentos estão uma barafunda!
- Então tu e os teus sentimentos difusos têm todo o tempo do mundo para se decidir. Mas eu não vou ficar à espera. Já tentei, mas cada vez que te beijo pergunto-me se é  nela que pensas. Cada vez que me falas questiono-me se ela já ouviu as mesmas palavras.
- Pela maneira como falas parece que tem sido tudo mau. Que nós somos uma coisa má.
- Nós, não sei. Mas tu…tu fazes-me sentir bem, mas fazes-me tão mal! – disse, magoando-nos ao dizê-lo.
- Então diz-me, diz-me que é isso que queres e eu afasto-me. – decidiu – Mas com a promessa de não me voltar a aproximar.
Eu deitei uma lágrima e pensei “como eu queria conseguir pedir-te isso!”

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