Gostas tanto
de uma pessoa, que acabas por te resignar a ela. Mesmo sabendo que não te
preenche completamente psicológica e intelectualmente. Mesmo sabendo que não te
sentes em equilíbrio mental. Mas ignoras isso, por causa da boa maneira como te
faz sentir emocionalmente. Mas quando conheces alguém que te desafia nesse lado
intelectual mais adormecido, então muda tudo: a maneira como vês a tua rotina
com a primeira pessoa, pões em causa tudo o que construíste nos telhados frágeis da emoção e do sentimento físico. Deixas de querer estar dormente e de te contentar por menos do que aquilo
que mereces.
Mas essas pessoas que te ajudam a deixar de estar resignada não
são pessoas que possas ter na tua vida. São pedaços do que poderias ter, mas
nunca terás. São passageiras e não podes torná-las permanentes, nunca serão
tuas. Vão relembrar-te o quão podes estar no teu auge. E vão-te lembrar que a
razão pela qual são momentâneas é para não se tornarem uma rotina, é porque te
acendem de cada vez que passam por ti. É para não se tornarem menos especiais. Para
não perderem a mística, por fim…
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