sexta-feira, junho 29


Sabias exactamente o que estavas a fazer, e mesmo assim, escolheste fazê-lo. Escolheste voltar à minha vida quando começavas a desaparecer dela, para assegurar que a porta se mantinha aberta. E escolheste abandonar tudo de novo, deixar a casa de pantanas, esvaziar-me de expectativas. Escolheste desleixar-te quando tinhas o meu coração nas mangas. E quando foi que me tornei tão irresponsável para com os meus sentimentos? Mas não consigo sentir-me zangada contigo. Não consigo ter raiva de ti. Revolta, tenho. Frustração, também. Não por ti, mas por mim. Por me ter permitido baixar o escudo quando mais necessitava de o manter alto. A ti, já não te devo nada. E por isso não estou zangada. Acho que isso é amor. Mas não por muito tempo…

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