quarta-feira, maio 30

Deus


Eis-me aqui a aceitar um desafio de um ‘’amigo’’. Deus é o tema… E olha que tema! Verdade seja dita, não sei por onde começar. Há tantas questões, tantos subtemas. Para já, acredito ou não?

Bem… o que eu tenho a dizer é que acho que existe ‘’algo’’. E que não tem nada de ser explicado, está muito bem indefinido. Mas nós é que viemos com a nossa mania de dar nome e explicação a tudo e acabámos por lhe chamar Deus. Que há algo maior que todos nós, simples mortais, acredito. O que é, não sei. Daí a que seja um deus todo poderoso que fez o mundo em sete dias, espera lá… Algo não bate certo.

Não tenho nada contra a igreja: não concordo é com o que fizeram dela. Cada um escolhe acreditar naquilo que o seduz.

Para mim, a Bíblia não passa de um livro de contos menos infantis. Lendas. Mitos. Este tornou-se mundial, tornou-se um escape. Faz parte da natureza humana. Arranjar algo em que acreditar piamente e apoiar-se nisso. Desculpar-se com isso.

Mas, a existência da igreja não me faz confusão. Simplesmente não me imagino como católica nata. Prefiro acreditar no que surge nos meus dias. Não entendo em que é rezar ‘avés maria’ nos ajuda a redimir dos nossos pecados. Pondo na prática, se por exemplo eu magoar alguém com algo que disse, não é rezando que a pessoa me vai ouvir. Não, o que eu tenho é de ganhar coragem e resolver o assunto!

Quanto a casos mais complicados, como doenças… rezar será uma ajuda? Há uma coisa que para mim, é verdadeira; e essa coisa é a fé. e é a esperança. Todos temos uma luz, uma força, que pode crescer connosco ou apagar-se. Que se acende quando precisamos dela. Talvez se acreditarmos com muita força, essa luz ilumine um bocadinho quem precisa dela.

Sim, sou hipócrita quando digo que não acredito em Deus/Igreja e depois celebro o Natal. Mas quanto a isso… para mim, é muito mais do que religião. É família! A emoção e a nostalgia, o esperar pela meia-noite pra devorar os presentes, o despertar da criança que resta em todos nós.

Não estarão os católicos a ser pecadores quando julgam quem escolhe não acreditar? Voltando a tempos mais arcaicos, as perseguições, torturas e etc eram o prato do dia para os não católicos. É como se ‘’não estás comigo, estás contra mim’’.
Claro que não posso (nem estou) a generalizar.

Eu analisei a religião, e escolhi não fazer parte dela. Não quer dizer que queira exterminar todos os que escolhem fazê-lo.

Muito directamente, não acredito em Deus. Ou pelo menos naquele que se fala. Acredito em ‘’algo’’. O que é, não sei.  Estarei errada por isso?

3 comentários:

  1. Olá Seni!
    o desafio que o teu amigo te fez não eram fácil de concretizar, mas deixa-me que te diga, que em minha opinião te sais-te bem ou melhor, saiste-te muitissimo bem, diria ainda EXCELENTE. parabéns!
    Acho que ele te teve lançar outros desafios para que nós nos possamos deliciar a ler as tuas palavras avulsas...
    P.S. Em minha opinião não estas errada!
    tz

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  2. Boas :) Fico sempre entusiasmada em ver que deixaste por aqui a tua opinião!
    Muito obrigada, espero ter estado à altura do desafio...Daí a demora de 'resposta'.
    Também gostava que me lançasse novos desafios, este pelo menos deu-me a volta à cabeça e obrigou-me a pensar, a organizar as ideias difusas. mas, gosto do resultado final :)

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  3. Oláa, claro que estiveste à altura, estives-te muito bem.
    vamos pensar nos novos desafios para breve-)
    boa semana,
    tz

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