terça-feira, abril 24
I'm just fine, people.
Sim, não suporto sequer este cheiro de fim do mundo, que é
tão cliché que até enjoa. Sim, caio em sentimentos assustadores, e parece que
qualquer outra pessoa que entre na minha vida vai estar a ser usada como prémio
de consolação. Sim, tenho medo, porque sou corajosa. Sim, duvido que qualquer
outro caminho esteja disponível. Mas se me perguntares, estou bem. Nunca te
deixaria saber o contrário. Até quando não estou, até quando não sei quando vou
estar. Mas estou bem! Não é fingido nem nada. Mas – e claro que há sempre um
‘mas’ – ao deitar os pensamentos e as recordações vêm deitar-se comigo,
descansam o seu corpo cansado em cima do meu, tapam-se com os meus lençóis e
dormem abraçadas a mim. Repousam nos meus olhos e ocupam o lugar das lágrimas,
que se vêm obrigadas a sair. E eu, que estava bem, durmo com as minhas frustrações.
E na manhã seguinte, quando me levanto, elas ficam a dormir, ainda é cedo pra
lembrar. Tentam noutra altura procurar-me (é o defeito delas, procuram tudo o
que existe mesmo quando não está escondido ou quando não tem nada de ser
encontrado!) e acabam por me encontrar, mas não ligo. E só nos voltamos a
encontrar ao deitar… Mas estou bem. Porque isto não pode durar pra sempre,
certo…?
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