quarta-feira, abril 4

espectro

Desta vez, nem tu me podes trazes à tona.
Desde que me vejo na tua sombra, o meu reflexo, só o olho por entre os teus recantos.
O teu olhar deixou de cruzar o meu. Já me esquecia que deixaste de me ver… Seguia-te os passos; agora já não há espaço para as minhas pegadas.
Prefiro ocultar as marcas de que passei por ti.
Não danço mais na escuridão: fizeste promessas e não voltaste a acender a luz. Não danço mais estes movimentos assombrados!
Sugaste os ritmos para o escuro - não danço mais.
Balanço pela tua órbitra. Deambulo por aí.
Estou num lugar... nalgum… não é o meu.


É um bocado desfeito do teu.

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