terça-feira, fevereiro 21

Casa

Em casa, é preciso amor. É preciso sentir-me bem lá dentro, aconchegada, como que ao colo. É preciso paz, sossego mas também algum desassossego. É preciso espaço para limpar as ideias. É preciso sentir-me segura. É preciso conforto. Paixão, “amor à camisola”. Esforço. É preciso entrar e poder dizer “LAR, DOCE LAR”. É preciso saber ouvir os sussurros dos soalhos e os cantares das paredes. É preciso conseguir entender as palavras das mobílias, e ver os olhares indiscretos do que, (ou de quem), nos rodeia. É preciso entender cada sentido, cada centímetro. Estar em casa, é estar onde queremos estar, estar EM QUEM queremos estar. Estar onde queremos viver.
A casa é uma coisa vaga. Uma definição vasta.
E eu só sei,
que em ti,
estou em casa.

Deixas-me entrar ou vou ficar à porta?





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