quinta-feira, dezembro 22

Sabes quando olhas para a lua através da janela e pensas que antes os teus tempos eram passados a falar ao telefone horas, e não a observar o luar? Sabes quando dói a simples acção de pensar nisso, pensar nele, pensar em vocês, e em como eram as coisas antes? Sabes essa ferida que te impede de avançar e sarar, de tão recente que é? Sabes a sensação que o mundo ainda não parou de cair sobre as tuas costas, porque o que era o teu mundo, foi-se? Pois fica sabendo, que ele sente as mesmas coisas!
Talvez não da mesma forma. Talvez se lembre quando joga playstation, talvez tente parecer bem e transmitir um ar altivo, pois é demasiado fraco para mostrar a fraqueza de não te ter. Talvez tente arranjar distracções para não cair nos pensamentos, nos teus pensamentos. Mas sente-o. Sente-te. Sentem-se. Não de forma igual, mas com a mesma intensidade. Até que um de vocês deixa de sentir, e aí, seguem os dois em frente. Olham para os lados de vez em quando, e tropeçam aqui a ali, sem já se terem um ao outro para amparar a queda. E é com as pequenas (re)caídas que continuam a caminhar. Sem nunca mais olhar para trás.

Sem comentários:

Enviar um comentário