sábado, dezembro 10

Olá estranho,
Suponho que isto te seja dirigido. Vais-me conhecer, vais-te apaixonar. E eu, eu vou ter que sair, partir. E já sozinho, vais questionar qual a razão da tua paixão por mim, vais-te perguntar porque é que me amaste. Vais pensar se alguma vez irás sentir o mesmo por outra pessoa. Vamos deixar de nos beijar às escondidas no cinema. Vais lembrar te de mim, e eu de ti. Ao inicio, vezes demais, com uma dor anexada. Mas vai passar, vai se tornar numa dor inaudivel. Vai ser só um barulho de fundo, que mal se sente. Prometo. Depois, já so te virei à cabeça muito de vez em quando, e comigo virão também memórias à tona. Vais procurar o meu número no telefone, e vais te lembrar que o apagaste. Só que esqueceste-te de o eliminar de ti. Até que, num dia de um qualquer mês, vais tentar lembrar-te e já não vais saber se o 5º número é um 2 ou um 7. E isso vai-te doer, vai te arder como uma ferida que não cura. Mas cura. sou sempre optimista. E mais tarde, outras pessoas irão ter lugar na tua vida, e no teu coração, e tu vais ficar acordado a pensar noutras mulheres. ou na mulher, aquela que te vai fazer sentir como ninguém, porque alguém irá acabar por me substituir. E eu vou sentir esse momento através da telepatia que me transmites. E vou ficar feliz por ti, vou lembrar o teu sorriso inocente. Vou não poder tocar-te. Vou deixar de sentir-te. Vou querer guardar o teu cheiro! Vou querer a tua pele na minha, uma quente, outra fria como sempre foi, a contrastrar. Sempre combinámos tão bem!
E logo eu, que nunca gostei de despedidas. não posso simplesmente partir de ti...? Sem adeus, sem abraços demorados e beijos com lágrimas. sem encerramentos. Assim, é como se não houvesse um fim. Pendente, um fio pendurado prestes a rasgar mas preso por uma linha teimosa.
E para não teres que ser tu a ter o peso de largar, eu faço isso por ti. Não te preocupes, dá-me a mão que eu faço o trabalho dificil. Mas quando largares, vai ser a última vez.
Adeus, meu estranho, meu amigo, meu amor.

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