Ultimamente tenho pensado muito em ti... Penso no que te pode acontecer e nas consequências. Se pudesse, trocava contigo. Se pudesse, dava-te uma saúde de ferro. Compreendo que a situação em que estás agora é complicada. Muito até. E eu tenho medo. Porque tu já não és propriamente novo – apesar de no interior seres – mas cá fora... isso infelizmente conta mais. Tu já não és novo e a idade pesa muito. Mais do que devia. Mas como estava a dizer, eu tenho medo. Tenho medo de receber a tal notícia, a dizer que deixaste de pertencer a este mundo. E é nestas alturas que as pessoas metem a mão na consciência. Não quero que me faças falta só quando partires, não me quero arrepender de nada. Por isso digo-te já. Tu já me fazes falta, para que saibas. Só de pensar que algo de mal te pode acontecer fico com lágrimas nos olhos. Sabes, eu tenho dificuldade em perceber a gravidade das coisas.
Não sei se isso significa que não vais aguentar. Não sei se vais. Sei que passas os dias com dores – quem não está cá bem deve ir – mas não sei se são dores dessas. Dores de quem já está na altura de partir. Para mim, essa tua altura nunca deveria chegar. Mas as coisas nem sempre são como nós queremos. Vejo as pessoas cheias de arrependimentos, e penso, ‘’e se fosse comigo’’ ? E se deixasse a oportunidade escapar? E se não dissesse Às pessoas o que penso, e depois for tarde demais? Não quero que isso aconteça. Quero que tenhas plena noção que eu te amo. Por isso não vás. Não podes ir.
não vás. porque quando partires, vais levar quem eu sou contigo.
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